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Transtornos de aprendizagem

Por: Carolina Toledo Piza e Roselaine Pontes de Almeida*
Coordenadoras do Instituto ABCD e da Semana da Dislexia, cuja 4ª edição ocorre entre 3 e 9 de novembro.


Os problemas de aprendizagem representam atualmente uma das principais preocupações da educação. Acarretam prejuízos para os alunos e afetam a participação deles na família e na escola. As dificuldades acontecem por eventos transitórios: mudança de turma, problemas de saúde, troca de professor, falta de motivação, dentre outros motivos. Mas há uma pequena parcela de alunos que apresenta dificuldades persistentes, de base genética,que acompanham o indivíduo ao longo não apenas do percurso escolar, mas durante toda sua vida. Os chamados transtornos de aprendizagem.

São condições de base neurobiológica que afetam aproximadamente 5% da população. Caracterizam-se por um substancial baixo desempenho na realização de tarefas que exijam habilidades leitores, escritas e/ou matemáticas. O baixo desempenho é considerado inesperado, uma vez que o aluno possui inteligência na média ou acima dela e teve oportunidade de escolarização na idade adequada.

 

Recomenda-se que o diagnóstico seja realizado por
equipe composta por fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicólogo

 

No caso da dislexia, transtorno de aprendizagem específico da leitura e da escrita e um dos quadros de maior incidência, os principais sinais observados estão associados a erros de reconhecimento das palavras ao ler, troca de letras, letra silabada, dificuldade acentuada na compreensão de textos, além de severos erros de ortografia, inversão de letras e/ou sílabas.

Habitualmente, pessoas com dislexia apresentam leitura e escrita com rendimento abaixo do esperado para a idade e a escolaridade. Assim, é importante estar atento ao impacto que o transtorno traz à vida da criança ou do jovem, pois como essas habilidades são priorizadas na avaliação escolar, esses indivíduos se tornam mais vulneráveis pela recorrente experiência do fracasso.

A intensidade dos sintomas varia de caso a caso e o prognóstico depende de diversos fatores facilitadores, como a precocidade do diagnóstico, a estimulação e a aceitação dos ambientes familiar e escolar. Os ajustes no ambiente escolar devem ser pensados individualmente e revistos de tempos em tempos.

Recomenda-se que o diagnóstico seja realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicólogo e neuropediatra. Apesar das dificuldades escolares serem frequentes, para diferenciá-las de uma condição de transtorno, é preciso realizar uma série de avaliações cuidadosas, integradas aos dados da escola.

Um diagnóstico bem feito torna mais eficaz o monitoramento escolar e o tratamento realizado por especialistas da saúde. A boa notícia é a de que os professores e especialistas em aprendizagem têm grandes condições de desempenharem importante papel no auxílio a esses alunos. Ao identificarem os diferentes perfis de aprendizagem e fazerem uso de estratégias de ensino variadas, que alcancem todos os alunos, dentre os quais os que têm transtorno de aprendizagem, promovem uma aprendizagem mais satisfatória e permite que todos aprendam

 

 

Publicado em Mirante / O Estado do Maranhão – São Luís, 27 de outubro de 2014 – segunda-feira

 

 

Se você quiser expandir este tópico, você pode fazê-lo no curso C.A.R.T.A 1° edição: Dislexia / Curso Online Avançado em Reabilitação dos Transtornos de Aprendizagem

 

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